MEMÓRIA DA UNESP I HISTÓRIA ORAL

FACULDADE DE CIÊNCIAS E LETRAS DE ARARAQUARA
INSTITUTO DE QUÍMICA

clique para Unidades UnespA Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara foi criada ao mesmo tempo que outras faculdades, igualmente chamadas de Filosofia, funcionando na forma de Institutos Isolados. A criação dessas escolas, nos anos 1950, compõe um capítulo importante da história da expansão do ensino público superior do Estado de São Paulo. Criadas inicialmente com a finalidade de atender à necessidade de formação de professores para o ensino médio, elas foram marcadas por uma característica inovadora, ao associar o ensino à pesquisa. Essas faculdades tiveram a qualidade de atuar como agentes provocadores do desenvolvimento cultural em várias cidades do interior paulista. De início, elas sofreram com o descrédito de muitos, tanto da parte das comunidades locais que se sentiam preteridas na composição dos corpos docentes quanto de seus pares, em universidades de grandes centros, que não anteviam a possibilidade do desenvolvimento de um ensino de qualidade fora dos limites das grandes metrópoles. Enfrentaram, ainda, uma ação crítica da grande imprensa, levantando constantes dúvidas a respeito de sua eficácia. No entanto, essas escolas tiveram a qualidade de levar para o interior do Estado, o espírito universitário, o ensino de qualidade e o desenvolvimento da pesquisa. Para dirigir a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara e compor seu corpo docente, foi chamado o Professor Doutor Paulo Fonseca, catedrático da Escola Politécnica da USP. Os primeiros cursos foram de Letras, Pedagogia e Educação. A Faculdade surgiu modestamente, funcionando de início num prédio do governo de Estado, antigo Grupo Escolar, posteriormente deslocou-se para o centro da cidade, o que lhe deu mais visibilidade, até que fosse iniciada a construção dos edifícios que deram origem ao campus universitário. A Faculdade foi responsável, em grade parte pelo desenvolvimento cultural da cidade, pelos cursos promovidos, por todas suas atividades de extensão como a criação de um Clube de Cinema, pela realização de inúmeras conferências e outras atividades culturais abertas o público. Nessa linha, entre os eventos mais marcantes que contribuíram para a consolidação do reconhecimento da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara como importante polo cultural, foi a passagem pela cidade de Araraquara, em 1960, dos intelectuais Jean-Paul Sartre e Simone du Beauvoir. Durante essa primeira fase de sua existência, a Faculdade de Araraquara em razão da atuação de seus docentes exerceu uma ação significativa de polo agregador de muitas das atividades dos Institutos Isolados. Assim, a Faculdade sediou as primeiras tentativas de ação conjunta dos Institutos Isolados como, por exemplo em 1968, quando foram discutidas as questões relativas a reafirmação das atividades de docência e pesquisa com a valorização do tempo integral do que resultou a chamada Carta de Araraquara. Por ocasião da criação da UNESP, sediou a movimentação para a formação de uma associação de docentes, a ADUNESP. A criação da UNESP, em 1976, obrigou a reformulação e fechamento de cursos e remanejamento de professores. A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras foi dividida em duas unidades universitárias: o Instituto de Letras, Ciências Sociais e Educação e o Instituto de Química. Nesse remanejamento, o Curso de Matemática foi transferido para Rio Claro. Com a aprovação do novo Estatuto da UNESP, em 1989, a Faculdade passou a denominar-se Faculdade de Ciências e Letras. Nesse período, a Faculdade já contava com os Cursos de Ciências Econômicas e o de Administração Pública. Além disso, foram criados vários cursos de especialização, aperfeiçoamento e, principalmente, de pós-graduação, em várias áreas.

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